

Felipe
Sendo responsáveis por mais de 25 problemas de saúde, os alimentos ultraprocessados causam um impacto significativo no nosso corpo e também na dieta diária.
Sendo responsáveis por mais de 25 problemas de saúde, os alimentos ultraprocessados causam um impacto significativo no nosso corpo e também na dieta diária.

Segundo dados oficiais, cerca de 20% das calorias ingeridas pela população brasileira ao longo do dia vêm de produtos ultraprocessados. Entre jovens e adolescentes, esse percentual sobe para pouco mais de 26%. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Ministério da Saúde, os produtos ultraprocessados mais consumidos no Brasil incluem margarina, biscoitos doces e salgados, salgadinhos de pacote, frios e embutidos, além do refrigerante, considerado um dos preferidos dos brasileiros. Essa alta demanda se deve às tendências do mercado, que mostram a predominância desses produtos nas prateleiras. Relatórios apontam que mais de 62% dos alimentos embalados comercializados no Brasil nos últimos quatro anos são ultraprocessados, enquanto menos de 20% são alimentos in natura ou minimamente processados.

O impacto na saúde da população é imediato: o consumo excessivo de ultraprocessados pode causar distúrbios prejudiciais a curto e longo prazo. Entre jovens, problemas como sono inadequado, sedentarismo e risco de desenvolvimento de transtornos mentais diversos foram apontados por pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG como consequências diretas desse padrão alimentar. Além disso, a menor ingestão de vitaminas, sais minerais e fibras pode acarretar problemas digestivos crônicos, como desequilíbrio das funções intestinais e desconforto abdominal causado por gases e inflamações. Já as gorduras saturadas presentes nesses alimentos aumentam as chances de complicações cardiovasculares e, em altos consumos, podem até contribuir para o aparecimento de tumores malignos.
Portanto, embora várias pesquisas ainda estejam em andamento, é notável que os alimentos ultraprocessados devem ser consumidos com muita moderação. Os especialistas recomendam priorizar alimentos naturais ou minimamente processados, que oferecem nutrientes essenciais para uma vida mais saudável e reduzem os riscos de doenças crônicas e problemas ligados à saúde mental.
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