


Felipe
Se há algo que não pode faltar na vida do brasileiro, esse algo é o café. O consumo da bebida em 2026 só tem aumentado, com uma leve alta de 2,44% nos primeiros quatro meses do ano.
Se há algo que não pode faltar na vida do brasileiro, esse algo é o café. O consumo da bebida em 2026 só tem aumentado, com uma leve alta de 2,44% nos primeiros quatro meses do ano.

Pela manhã, logo após o almoço, à tarde e até mesmo em alguns casos à noite, o brasileiro incorporou de forma marcante o café como uma das bebidas mais consumidas no país. Esse crescimento tem sido impulsionado principalmente pela queda nos preços do café tradicional nos últimos meses, que ficou cerca de 15% mais barato em algumas regiões. Com todo esse consumo, diversas pesquisas começam a surgir, indicando que a ingestão do tão apreciado café pode trazer benefícios à saúde. Sendo consumido regularmente, ele pode estar associado a diferentes aspectos, entre eles a composição corporal, o metabolismo e também os níveis de certos hormônios no organismo.
Os estudos estão sendo publicados pela European Journal of Nutrition, que analisou dados de mais de 2 mil adultos na Finlândia. A idade média dos participantes passa dos 40 anos, mas os benefícios metabólicos podem se estender para outras faixas etárias. Entre os principais resultados, aqueles que consumiam mais café apresentaram, em média, menor quantidade de gordura corporal e um aumento significativo na massa muscular esquelética. Vale destacar que os efeitos positivos foram observados em pessoas com índices de massa corporal semelhantes, mostrando que a bebida teve, sim, relação com o metabolismo dos avaliados. Abaixo podemos ver como o café causa alterações metabólicas significativas no corpo de formas diferentes entre homens e mulheres.

Associações sobre de ingestão habitual de café com testosterona e marcadores cardiometabólicos.
Os pesquisadores também identificaram diferenças em alguns marcadores relacionados ao metabolismo. O maior consumo de café esteve associado a níveis mais baixos de aminoácidos no corpo, que participam de processos metabólicos e, quando encontrados em excesso no sangue, já foram relacionados em pesquisas anteriores à resistência à insulina e ao diabetes tipo 2. O café também foi observado provocando alterações interessantes nos hormônios masculinos e femininos, sobretudo nos hormônios sexuais. Entre os homens, maior consumo esteve ligado a níveis mais elevados de testosterona e a indicadores mais favoráveis de glicose e insulina. Já entre as mulheres, as associações foram um pouco diferentes: a bebida esteve relacionada a níveis mais altos de uma proteína responsável pelo transporte de hormônios no sangue e a uma menor disponibilidade de hormônios androgênicos.