preçoemdia
Logo Preco em Dia
Felipe
  • 9 de setembro de 2026 às 07:00

PREÇO DO FEIJÃO SOBE E PREOCUPA CONSUMIDORES

Diante de diversas situações que põem em risco o consumo e a produção de alimentos no Brasil, se teve um deles que causou grande impacto em seu preço nos últimos meses, esse foi o feijão.

Diante de diversas situações que põem em risco o consumo e a produção de alimentos no Brasil, se teve um deles que causou grande impacto em seu preço nos últimos meses, esse foi o feijão.

O preço do feijão disparou de janeiro a julho deste ano, de acordo com as pesquisas. O preço médio do feijão-carioca subiu quase 100% em relação ao valor anterior, chegando a incríveis 96%. A VR, uma das líderes na área de ticket-refeição, reportou um levantamento muito importante. A comparação com o mesmo período do ano foi feita levando em consideração as notas fiscais de consumidores de diversos locais do Brasil, e o valor médio de gastos com o produto teve um enorme salto, passando de R$ 8,46 para R$ 16,64 no mesmo período.

IMAGEM

Mas não foi somente o feijão-carioca que teve aumentos significativos. Praticamente todos os tipos de feijão comercializados no país sofreram altas consideráveis, uma vez que o feijão é parte de um dos alimentos essenciais e altamente consumidos pelos brasileiros. O feijão-preto, em geral, teve alta de pouco mais de 18%. Em termos reais, o preço médio que antes era de R$ 8,00 foi para a faixa dos R$ 9,00. Mas enquanto alguns sobem de preço, outros seguiram a maré contrária, com alguns tipos apresentando queda nos valores, como o feijão-vermelho, que recuou 17,6%, fechando em pouco mais de R$ 9,50. Ainda sobre os outros tipos, o rajado subiu 3,6%, o branco avançou 6,8%, enquanto rosinha, bolinha e o mulatinho, que são variedades menos conhecidas, tiveram pequenas quedas no geral. Ao que tudo indica, as maiores altas nos preços realmente ocorreram nos feijões mais conhecidos pelo brasileiro, como o carioca e o preto, cujas elevações chamam atenção. O carioca, por exemplo, teve uma alta de pouco mais de R$ 9,00 para exorbitantes R$ 27,50. O feijão-preto também entrou nas alturas, oscilando de preços em janeiro deste ano em relação a dezembro do ano passado. Os valores praticamente dobraram, chegando a R$ 12,78, enquanto antes estavam em R$ 6,83.

IMAGEM

Acima, temos as principais altas e baixas do feijão de acordo com os dados coletados.

As altas nos preços do feijão e de outros produtos se devem a vários fatores. Apesar dos grandes produtores como Paraná e Minas Gerais terão safras enormes, a realidade e que, com os efeitos climáticos do El Niño começam a surgir em diversos pontos do Brasil e já afetam as produções, sendo o feijão um dos atingidos. Com isso o outro lado da moeda que são as regiões que mais consumem do grão no país como a região Sudeste, faz com que o desequilíbrio dos preços ocorra, destacando também as demais regiões que se tornam subsistidas, a exemplo da própria região norte, que de acordo com dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais), são uma das regiões que menos consome o produto, tornando os preços ainda mais difíceis de serem reduzidos. Além disso, o conflito no Oriente Médio tem causado problemas nas exportações de matérias-primas ligadas ao agro, principalmente fertilizantes, fatores que começam a se tornar problemas que não podem ser ignorados.

Um ponto de atenção, porém, é a dependência de certos tipos de feijão consumidos pela população. Como vimos acima, por mais que diversos outros tipos do grão não tenham tido altas significativas e alguns até mesmo apresentaram baixas nos preços, é inegável que a grande demanda e a baixa oferta dos feijões carioca e preto têm causado um desequilíbrio de preços em todo o território nacional. O desabastecimento de regiões consumidoras acarreta as altas dos preços, culminando no cenário que está ocorrendo hoje no país.