


Felipe
As maiores preocupações agora se concentram no milho e no arroz. Ambos são alimentos fundamentais na dieta dos brasileiros.
As maiores preocupações agora se concentram no milho e no arroz. Ambos são alimentos fundamentais na dieta dos brasileiros.

Ao analisar os efeitos tanto do El Niño quanto da La Niña sobre a produtividade das principais lavouras brasileiras, o estudo considera as diferentes culturas e estados. Isso porque, devido à ampla extensão territorial do Brasil, os efeitos climáticos variam bastante entre regiões. Segundo o levantamento, os episódios de El Niño estão associados a menores produtividades de milho, algodão e arroz na maioria dos estados produtores. Já no caso da soja, os resultados são mais positivos nos estados do Sul, enquanto as dificuldades começam a preocupar especialmente no Piauí e no Maranhão.
Grandes preocupações à vista
As maiores preocupações agora se concentram no milho e no arroz. Ambos são alimentos fundamentais na dieta dos brasileiros. O milho aparece como o mais vulnerável, com o Banco Central apontando que os efeitos negativos devem ser mais relevantes na segunda safra — responsável pela maior parte da produção nacional. Na safra atual (2025/26), a segunda safra pode ultrapassar 113 milhões de toneladas, um salto expressivo em comparação com a primeira. Considerando as projeções climáticas, o estudo estima um impacto negativo de magnitude preocupante sobre a produtividade da safra de milho 2026/27, o que pode afetar milhões de produtores e famílias. O arroz também enfrenta riscos. O efeito negativo do El Niño preocupa especialmente porque o Rio Grande do Sul responde por mais da metade da produção nacional. Entre os impactos previstos estão a redução da área cultivada devido à escassez de chuvas em determinados meses e o aumento das temperaturas, fatores que contribuem para uma safra menor nas próximas colheitas.
Riscos batendo à porta
Embora as previsões não sejam favoráveis para produtores, compradores e consumidores, o Banco Central ressalta que os dados devem ser interpretados como riscos potenciais, e não como informações definitivas sobre as safras futuras. Além da produção, o fenômeno climático acende um alerta para a inflação. As expectativas para 2027 indicam uma alta de 4,10% para 4,30%, com contribuição relevante dos preços dos alimentos. Outras pesquisas projetam cenários ainda mais agressivos, variando de 5,0% a 5,67%.
