

Felipe
Após várias restrições e taxas sobre os produtos brasileiros, o governo tem se esforçado para manter boas relações com os países da União Europeia (UE).
Após várias restrições e taxas sobre os produtos brasileiros, o governo tem se esforçado para manter boas relações com os países da União Europeia (UE).
O impacto maior está nas vendas de carne de frango para a Europa. A decisão foi anunciada junto às últimas medidas do bloco, que determinou a exclusão do Brasil da lista de países aptos a exportar proteínas animais a partir de 3 de setembro, justificando descumprimento das regras de exportação. O governo brasileiro reagiu rápido, e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, chamou a medida de “inaceitável”, reforçando que a prioridade é manter as exportações das chamadas cadeias de ciclo curto, como a avicultura.

Ministro da pesca e agricultura, André de Paula via Agência Brasil.
Em meio às tensões, os produtores estão preocupados por serem os mais afetados. A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) defende que o acordo Mercosul–UE garanta acesso sem barreiras técnicas. Já a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) apoia o governo e critica a exigência europeia de que todo o ciclo pecuário seja cumprido antes da formalização de novos acordos, alegando que isso prejudicaria o setor.
Enquanto mantém o diálogo aberto com a União Europeia para tentar reverter a exclusão e conseguir mais tempo de adaptação, o Brasil também busca novos mercados, como a Coreia do Sul, tanto para carne de frango quanto para carne bovina. A ideia é ampliar a presença da carne brasileira fora do país.

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