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Felipe
  • 13 de agosto de 2026 às 07:00

EL NINÕ TRAZ INSEGURANÇA PARA PRODUTORES NO BRASIL E ACENDE ALERTA NO PAIS

O fenômeno deste ano já foi confirmado por especialistas como um dos mais intensos das últimas décadas.

Em meio a diversas inseguranças, como a alta nos combustíveis, a inflação de preços e a instabilidade comercial que o mercado brasileiro vem enfrentando nos últimos meses, outra forte preocupação ronda as safras nacionais: O El Niño. O fenômeno deste ano já foi confirmado por especialistas como um dos mais intensos das últimas décadas, com até 81% de chance de atingir a categoria “muito forte”. Os impactos diretos na agricultura brasileira podem ser mais severos do que se imagina.

Com a chegada desse evento climático, a previsão é de que o preço dos alimentos registre uma inflação de até 10%, especialmente em produtos como milho, açúcar e soja, que correm risco de alta nos preços e redução de oferta até o início de 2027.

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Algumas regiões serão mais afetadas que outras, sobretudo o Sul, Centro‑Oeste Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, grandes produtores de milho, soja, cana‑de‑açúcar, trigo e café. Frutas como laranja e banana também devem sofrer impactos, assim como toda a cadeia da pecuária. No Norte e Nordeste, a falta de água para pastagens pode causar queda significativa na produção de leite e derivados. Já no Sul e Centro‑Oeste, o excesso de chuvas seguido de ondas de calor pode prejudicar as safras de forma recorrente, reduzindo em até 30% a produtividade e pressionando os preços das rações e carnes em todo o país.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico, que altera os padrões de chuva e temperatura em várias regiões do mundo. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o evento atual é considerado forte e persistente, com efeitos previstos até março de 2027. No Brasil, deve provocar chuvas excessivas no Sul e secas prolongadas no Norte e Nordeste.

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O El Niño se forma quando as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam aquecidas por vários meses, alterando os ventos e os padrões de chuva em diferentes regiões do planeta.

Essas condições tendem a intensificar a inflação dos alimentos, já recorrente no país. O IPCA pode subir até 0,4 ponto percentual devido à alta nos grãos e proteínas, além de prejudicar as exportações, que podem ter uma queda de até 10% na oferta global.

Via:

poder360.com.br